Eu

Eu
O iceberg tem como propriedade a sua parte acima da superfície representa apenas 20% de seu tamanho total. Os restantes 80% ficam submersos. Por analogia, 20% do que sabemos sobre nós, está no nosso consciente e os 80% que não sabemos sobre nós, estão no nosso inconsciente.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

MAQUIAGEM SAGRADA!

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Durante muitos anos a maquiagem obteve um significado especial para a humanidade, tanto um símbolo de beleza,  quanto uma preparação frente a uma batalha. Atualmente, a maquiagem faz parte do dia a dia de muitas pessoas e se tornou tão comumente necessária quanto tomar um copo de água.

Pela maquiagem estar tão imersa em nosso cotidiano, podemos usa-la para fazer magia. Usar a maquiagem é uma bela forma de criar realidades em sua vida, incluindo claro, a magia de glamour. Glamour nada mais é do que uma ilusão, causar uma ilusão de algo para um fim especifico. 

Exemplo 1. Se uma pessoa não quer se vista em determinado lugar, pode usar magia de ocultação. Desta forma as pessoa naquele lugar não a notarão. 

Exemplo2. Uma pessoa quer paquerar, flertar com alguém em especial, pode usar magia de atração e deixar a si mesma mais atraente. A maquiagem unida ao glamour cria a imagem que você desejar, passar a energia de ocultação, atração, seriedade extroversão e assim por diante.

O primeiro passo para a magia com maquiagem é encantar seu material. Potencializar seu material com o seu intento, você pode deixar reservado um estojo de maquiagem apenas para uso mágico, ou pode usar a sua maquiagem diária.

O uso mágico pode ocorrer tranquilamente da mesma forma que usamos a nossa maquiagem. Ao limpar a nossa pele, podemos limpar a nossa energia. Ao passar uma base, pó ou um corretivo, criamos a melhor imagem de nós, a mais bela a mais encantadora.

Lápis, rímel, delineador, são utilizados para realçar a beleza dos olhos e cílios, além de consagrar com energia de beleza, é possível consagrar estes elementos com proteção, aumento de percepção e visão.

Já com a sombra podemos usar a energia das cores, de forma que a energia da cor atinja tanto a sua usuária quanto as pessoas que a ela olharem. As cores devem ser usadas de acordo com a analogia de cada pessoa. Cada cor emite uma energia básica, mas é pessoal como uma pessoa se sente em relação a ela. Tem pessoas que se sentem atraentes quando usam preto, mesmo sendo o vermelho o recordista desta energia de atração. Então antes de tudo, analise a energia de cada cor. Segue abaixo uma sucinta lista das energias de cada cor:

Amarelo –  É uma cor vibrante, quente, alegre. Associa-se com o pensamento, inspiração. Memória, boas idéias. É uma cor que evoca felicidade, alegria e confiança.
Azul –  É uma cor que transmite tranquilidade e intelecto. Está associada a descontração, relaxamento. Quanto mais escuro mais dentro do inconsciente consegue chegar, simboliza também a comunicação.
Branco – É uma cor que transmite pureza, claridade. É uma cor que reflete, transmite paz, descanso.
Dourado – é uma cor que transmite brilho, o brilho do sol. Associa-se com a vitalidade, abundancia, prosperidade e expressão.
Laranja – É uma cor que transmite alegria, favorece relações amigáveis, acolhe. Esta associada a renovação da esperança, energia e criatividade.
Marrom – É uma cor telúrica que transmite contato com a terra. Está associada a concretização, centralidade, racionalidade.
Prata – É uma cor associada a Lua. Reflete o lado feminino emocional. Remete a mistério. Equilibra o eu interior.
Preto – É uma cor de proteção e mistério. Associa-se ao infinito, ao oculto. É uma cor mais reservada e promove o isolamento e discrição.
Rosa- é uma cor descontraída e voltada a atmosfera afetiva. Associa-se a carinho, amor, afeto e atração afetiva branda.
Roxo – é uma cor voltada a transmutação. Associa-se a mudança, a transição, a transgressão. Indica serenidade e independência.
Verde – é uma cor associada a natureza. Associa-se a cura, calmante principalmente emocional. Reflete harmonia, segurança e resistência.
Vermelho – É a cor da vitalidade. Associa-se a atração, paixão, desejo. Esta ligada a segurança, sentimentos fortes e confiança.

A mesma associação acima se aplica para os batons. Os lábios estão diretamente ligados a comunicação, expressão e demonstração de afeto. É possível encantar o seu batom para um ou vários objetivos específicos como por exemplo rosa, para que suas palavras sejam harmoniosas, laranja para que suas palavras sejam reconfortantes, roxo para que as palavras causem alteração benéfica em determinada situação e assim por diante.

O incenso obteve a egrégora de ser uma honra aos Deuses por sua fumaça e aroma definido. O mesmo esquema ocorre com o perfume, que tem em sua própria definição este simbolismo. Per = pela ; fume = fumaça, ou seja pela fumaça. O perfume magicamente tratado passa outra mensagem além de seu aroma. É possível encantar o seu perfume diário para que emita bem estar e disposição. Encantar um perfume com energia específica para encontros amorosos e assim por diante.

A maquiagem sagrada é uma das formas de Glamour, pode se usar maquiagem para se mostrar mais atraente, mais chamativa, assim como ocultação, quando necessário se manter mais discreto. Tornar o seu rosto ou partes do corpo camuflado.

Além da maquiagem sagrada ser usada como forma de feitiço ela pode ser usada em honra a uma divindade específica. O praticante de magia é livre para criar e a maquiagem pode ser usada como oferenda a divindade usando cores e aromas daquela divindade, Exemplo para honrar Hécate a predominância seria das cores, vermelho, roxo e preto em honra a Afrodite a predominância seria de rosa e verde e assim por diante. Ao retirar a maquiagem agradeça a divindade por ter compartilhado sua energia.

Seja criativo e use o que for melhor para você, de tons corretos a energia especifica. Usar a maquiagem sagrada é se conectar com seu próprio lado divino.

Lumina Eterna
Sacerdotisa da Tradição Caminhos das Sombras



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REGRAS DO AMOR!

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“Amarás ao Senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo! – Jesus (Lucas 27:10)

“Estar vivo significa que ocupamos a casa do amor e devemos seguir suas regras.” I.Vanzant – Enquanto o Amor Não Vem!

A vida humana, como em todo o Universo, se manifesta através de leis imutáveis, se processando nos âmbitos físico, psicológico e espiritual, com cada esfera regendo-se conforme suas próprias normas.

Na área dos relacionamentos o Amor é quem rege todas as regras.

A regra áurea estabelecida por Jesus determina: o amor a Deus, o amor a si próprio e o amor ao próximo. Todo sofrimento humano é causado justamente por se desrespeitar estas determinações.

Podemos então inferir que o Amor Próprio (que é a nossa capacidade de nos amar), transborda de nós e alcança o Amor Incondicional (que é a nossa capacidade de amar um outro fora de nós) que, continuando a transbordar de nós, atinge o Amor Universal (que é a nossa capacidade de amar a Natureza e a Deus).

Aprendemos sobre o Amor vendo como o Amor se manifesta em nossos lares, principalmente o da infância e adolescência. Através da nossa visão pessoal de como nossos genitores, ou responsáveis, se ama um ao outro, criamos conceitos, valores, crenças, convicções e paradigmas pessoais que, ao serem vividos em nossas experiências relacionais, criam enorme confusão e sofrimento.

Tal sofrimento nos faz perceber o quanto nossa visão está distorcida e perniciosa em relação ao verdadeiro Amor, daí o convite inevitável para re-significar o nosso conceito sobre o Amor.

O primeiro passo para re-significar o conceito de Amor dentro de nós é justamente resgatar a nossa capacidade de nos amar.

O resgate do amor-próprio exige de nós diversas percepções e descobertas:
- que amamos, apaixonamos, admiramos no outro exatamente o que nos falta, aquilo que devemos nos dar por nossas próprias mãos. O outro não consegue nos dar aquilo que não damos a nós mesmos;
- que ficamos irritados, incomodados, aborrecidos e até mesmo odiamos no outro tudo aquilo que odiamos em nós, tudo aquilo que fugimos ou negamos de nós, mas que temos o trabalho pessoal de corrigir e resolver. O outro apenas nos mostra o que necessita ser resolvido em nosso interior;
- que somente seremos amados pelo outro se nos amarmos primeiramente. O outro só pode nos dar o que nos damos. Questão: o que devo ter em mim para eu poder amar esta pessoa do jeito que ela é?;
- que compartilhamos com o outro exatamente o que temos! Se falamos que temos Amor, mas no mais profundo de nós reina solidão, vazio de amor e de prazer, faremos escolhas baseadas nestes sentimentos mais profundos. Isto quer dizer que a forma com que o outro nos tratar estará denunciando o que somos de verdade, não estamos em condições nem de dar e nem de receber amor;
- que se temos solidão, significa que falta a nossa própria presença em nossa própria vida, assim, desenvolvemos uma busca frenética por companhia, diversão e distração. Ao projetarmos esta busca no outro, nos tornamos “pesados” para que ele nos possa amar.
- que dizemos que acreditamos no Amor, mas de forma inconsciente manifestamos o Desamor, os resultados deste paradoxo nos mostram que estar numa relação com o outro significa estar numa relação com nós mesmos;
- que se estamos num relacionamento e não experimentamos o Encantamento da Vida, algo está errado com a nossa convicção sobre o que é o Amor. Se acreditarmos no Amor e não estamos recebendo o Amor, há algo errado com a nossa identidade afetiva. É hora de saber quem somos realmente e o que desejamos verdadeiramente.
- que há um paradigma interessante sobre o Amor, que infelizmente desconheço a autoria, que diz: “Seja feliz por ser quem você é, assim fará exatamente o que deve ser feito e como conseqüência terá tudo o que quiser”,.

Estamos nos sentindo felizes em todas as áreas da nossa vida?
Veja bem, todas ao mesmo tempo. Então nossas crenças pessoais estão em conformidade com o Amor. Nossas escolhas, decisões e atitudes estão sendo influenciadas pelo que conhecemos de nós. Estamos seguindo as regras do Amor, não importando o tipo de vida que estamos tendo.

Mas se estamos experimentando conflitos, sofrimentos, tristezas, enfermidades, pobreza psíquica, física, espiritual, então, não estamos seguindo as regras do Amor. Estas coisas estão nos acontecendo para que aprendamos sobre o que é o Amor verdadeiro. É desta forma que o Amor trabalha a nosso favor, pelo sofrimento ele reajusta as nossas crenças pessoais e nos enquadra nas verdadeiras regras do Amor.
Por Silvio Farranha Filho - psicnalise

O ESTILO DE AMAR NA RELAÇÃO AFETIVA!

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Antes de iniciarmos as reflexões, solicito sua gentileza em escrever numa folha de papel a sua definição sobre o que é o amor.
O que significa para você a palavra AMOR?

As laminas a seguir estão baseadas na relação dos nossos genitores. Você, porem, considere aquelas pessoas que exerceram muita influencia em sua vida.

Experimente agora responder estas questões:
-         como você via a forma do seu pai amar a sua mãe? Resuma em uma única palavra a forma dele amar.
-         Como você via a forma da sua mãe amar o seu pai? Novamente, em uma palavra.

A forma como nossos genitores se amavam exerce muita influencia no nosso conceito sobre o que é o amor.

Responda:
-         com base nas formas de amar das pessoas que você elencou, o que significa para você a palavra AMOR? Compare sua definição com a resposta que deu inicialmente.
Aí está a sua convicção sobre o Amor. A sua resposta inicial é a sua projeção sobre o amor. Esta agora é a sua realidade em relação ao Amor. Somos escravos das nossas convicções. Manifestamos nossas crenças em nossos resultados. É aqui onde deve ocorrer a mudança. Mudar o significado. Todos os relacionamentos que você experimentou tinha a proposta de levar você a re-significar o conceito sobre o Amor.

Responda:
-         com base nas formas de amar das pessoas que você elencou, você se animaria a casar? A se relacionar? A se entregar num relacionamento?

Esta resposta indica a direção que damos aos nossos relacionamentos, às alternativas que buscamos. Se o que desejamos não se manifesta, podemos encontrar nesta resposta a origem do problema.

Responda:
-         qual é a forma de você amar? Como você ama?
-         O seu estilo de amar é mais parecido com o do seu pai ou da sua mãe?
O nosso jeito de amar reflete nossas crenças sobre o Amor. Os parceiros têm cada um o seu jeito de amar, o seu estilo que aprendido em seu passado vendo como o Amor se manifestava. Os estilos entram na relação e os conflitos têm o poder de alinhar os estilos, aparando arestas, ajeitando, consertando, ajustando. Duas escolas diferentes, cada um com a sua própria riqueza.

Responda:
-         por que as pessoas casam? Se unem? Estabelecem relacionamentos íntimos e significativos?
As respostas para esta questão dão indicativos sobre quem você é, sobre o que você quer em sua busca de viver a experiência do Amor.

Não há respostas certas, apenas respostas, informações a nosso respeito. Cada parceiro leva sua bagagem (crenças e convicções) sobre o Amor para a relação. Conflitos nos relacionamentos não são provocados pelos parceiros, são promovidos pelas crenças que cada um carrega sobre o que é o Amor.

Relacionamento afetivo é o encontro de conceitos e faces diferentes sobre o Amor, dos estilos diferentes de amar. Não há estilo melhor ou pior. Há estilos! Uma vez iniciada a relação, ela tem por si só o desafio de promover os alinhamentos e encaixes dos diversos estilos.

Relacionamentos longos refletem o quanto os parceiros já se alinharam, se encaixaram um ao outro. Daí a impossibilidade de tal encaixe dos estilos ocorrer nos primeiros momentos da relação. É preciso do concurso do tempo, dos conflitos e da disposição dos parceiros em se permitirem viver o processo transformador.
Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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ASSUMINDO NOSSAS ESCOLHAS!

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Viver é fazer escolhas. Fazemos escolhas o tempo todo. A vida que temos é o resultado das nossas escolhas.

O processo de escolha consiste em estarmos diante de duas alternativas, opostas e complementares, e fazer a escolha por uma delas. Escolhida uma, a outra foi definitivamente rejeitada. Devemos vivê-la na totalidade. Avaliar os resultados extraindo lições a nosso respeito. As informações a nosso respeito influenciam as nossas escolhas e por fim, voltarmos ao ponto de escolha.

Por mais reclamemos que sejamos obrigados a fazer determinada escolha, nós sempre fazemos escolhas. Mesmo não fazer a escolha, já é uma escolha. Toda escolha obedece ao livre-arbítrio, por isso, somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Se a escolha é livre, então somos escravos de suas consequências. Devemos aceitar os lados positivo e negativo e com o respectivo preço a pagar pela escolha feita.

Se nossa jornada de vida é tribulada, densa, tensa, conflituosa, eivada de obstáculos é um sinal sobre o padrão das nossas escolhas. Isto sinaliza que não estamos harmonizados com as escolhas que fazemos.

Quando estamos identificados com as nossas escolhas, o caminho a seguir é suave. A escolha foi feita com base no que sabemos sobre quem somos e sobre o que queremos. A decisão tomada sob o nosso autoconhecimento é eficaz porque nos posicionamos corretamente dentro da questão. Qualquer que seja o resultado, sempre é positivo.

Sempre fazemos a melhor escolha. Escolhemos sempre a melhor alternativa para a questão. Qualquer que seja o resultado não elimina o fato da decisão tomada ter sido a melhor.

Suas escolhas têm sido automáticas, inconscientes? Está tentando fazer ou alcançar algo que não acredita verdadeiramente? Não está disposto a pagar o preço exigido pela escolha que fez? São sintomas de que você está em conflito com suas escolhas. É chegada a hora de examinar a verdade interna secretamente escondida que está influenciando o seu processo de tomada de decisão. Sempre nos curamos quando assumimos nossas escolhas.
Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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sábado, 9 de janeiro de 2016

PAPEIS SOCIAIS!

mascaras sociais - cabanodatabauera.blogspot.com

O que são papéis sociais?

Em Sociologia, é a função ou comportamentos que o grupo social espera de qualquer pessoa que ocupa determinado status social. Status social é o “posto”, honra, prestigio anexados à posição de alguém na sociedade. Papel social é o aspecto dinâmico do status, a realização dos direitos e deveres referentes ao status social. Papel social define o conjunto de normas, direitos e deveres e explicativas que condicionam o comportamento dos indivíduos junto a um grupo ou dentro de uma instituição. Os papéis sociais, que podem ser atribuídos ou conquistados, surgem da interação social, sendo sempre resultado de um processo de socialização. Papéis sociais complementam o conjunto de comportamentos extremamente opostos. (*)

O que vincula uma pessoa à outra é o papel social estabelecido entre elas. Os papéis definem a identidade da pessoa. Identidade é saber quem é e o que quer. Na frase popular tal pai, tal filho encontra-se a interação entre dois papéis: papel de “pai” interagindo com o papel de “filho”. A interação diz que o filho tem o mesmo comportamento que o pai. O comportamento do pai em cuidar, orientar interage com o comportamento do filho em  crescer e se desenvolver. Dizemos, então, que o papel pai constela com o papel filho e há entre os dois um ponto de conflito. Ao se identificar com um papel, a pessoa só poderá se relacionar com quem se identificar no papel oposto e complementar ao dele. Se não houver a identificação os papéis deixam de existir. Identificação é a identidade interna construída em função do papel: “ser” ou “estar”. Ex. Sou chefe!, Estou chefe!.

Os papéis sociais, com exceções, são escolhas livres que fazemos. Escolhemos ser ou não ser tal papel. Feita a escolha, deve-se viver o papel na sua totalidade, arcando com seu lado positivo e negativo, suas consequências e seu respectivo preço.

A regra de ouro para se viver bem dentro do papel é: “O outro só poderá executar bem o seu papel se eu executar bem o meu papel. Se eu não fizer o que tenho de fazer, não será possível o outro fazer o que tem de fazer”.

Agora vejamos o que são conflitos emocionais. Exemplo: uma esposa queixosa, sente-se infeliz e culpa o marido.

Ela não está em conflito com a pessoa do marido. O conflito está ocorrendo com o seu papel de esposa dentro da relação. Os seus comportamentos no seu papel não estão sendo gratificados emocionalmente pelos comportamentos do marido no papel dele. Está em crise com sua identidade pessoal, não sabe mais quem é, o que quer e o que faz. O seu papel de esposa está doente, ferido.

O caminho da cura não é buscar consertar o papel do marido, nem a pessoa dele. É voltar-se a si mesma. É resgatar sua identidade pessoal dentro do seu papel de esposa. É questionar a sua relação consigo própria, como afeta o seu e o desempenho dele. O questionar a si mesma pode ser feito em duas direções: através do papel do marido ou do seu próprio papel. Os resultados são os mesmos.

Através do papel do marido, deve perguntar a si mesma: para ele dar as respostas desejadas como marido, quais respostas eu devo dar no meu papel de esposa? Se ele está dando respostas fora do papel, por exemplo, como pai e não de marido, então, quem estou sendo na relação, filha ou esposa?
Através do próprio papel de esposa: Perguntar a si mesma: Quais são minhas convicções sobre o meu papel? Qual minha identidade? “Sou” ou “estou” esposa? O que é ser uma esposa? Neste papel: Quem sou eu? O que eu quero? O que sinto? O que faço? Como me posiciono? Que sinais meu posicionamento transmite? Como meus sinais estão sendo percebidos pelo outro? Como o outro está reagindo? Como estou lidando com as reações do outro?

Nossas crenças pessoais afetam o nosso desempenho nos papeis que ocupamos. Os papéis obedecem à Lei da Ação e Reação, o movimento de um influencia diretamente o movimento do outro, assim, a esposa deve resinificar o seu papel de esposa, em outras palavras, curar-se dentro do papel e curar o seu papel. Esta cura é alcançada ao rever suas crenças e convicções. O resultado é o seu posicionamento correto dentro do seu papel. Quando um papel se cura, o papel oposto também se cura, pois um depende do outro para existir.

Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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REFLEXÕES SOBRE NOSSA CONDUTA NAS RELAÇÕES AFETIVAS!

maravilha - uniaoglobaldeatitudes.blogspot.com

O que fazemos dentro dos relacionamentos afetivos?

Dizemos uma coisa, mas fazemos outra. Vivemos com um grande vazio interior, resultado da nossa própria ausência na nossa própria vida. Dizemos que relacionamento afetivo é companheirismo, quando buscamos alguém para tampar este buraco, assim a pessoa entra em nossa vida apenas para companhia e diversão.

Dizemos que relacionamento afetivo é compartilhar, mas dentro da relação nos tornarmos em fiscais do comportamento do outro, policiando-lhe constantemente. 

Falamos de amor, mas expressamos ciúmes e possessividade.

Entramos nas relações cheios de idealizações, fantasias, ilusões e projeções, mas ao descobrir que o parceiro não se enquadra dentro delas, percebemos que na verdade estamos manifestando nossas verdadeiras crenças e convicções que geralmente são contrárias ao Amor.

Queremos porque queremos um parceiro afetivo, quando este chega é quando vamos descobrir que não estávamos prontos nem para entrar na vida desta pessoa e nem prontos para ela entrar em nossa vida.

Iniciamos uma relação sem dizermos a verdade seja para nós ou para o parceiro, e vamos ficando, ficando, ficando e muitas vezes saímos da relação sem que o parceiro saiba, ao menos, o que queríamos realmente.

Dizemos que relacionamento afetivo é a experiência do amar e ser amado, porém, entramos nas relações justamente sem experimentarmos a experiência de nos amarmos a nós mesmos.

Usamos nas relações afetivas cartilhas com antigas lições, como, encontrar a pessoa certa, ser a pessoa certa, casamento é loteria, que temos de ter algo em comum, mas na prática, mostramos que aprendemos a “sair fora” quando as coisas se complicam ao invés de ficar para resolver, reclamamos que éramos diferentes demais, mas que também não conseguiríamos viver com alguém igual a nós.

Buscamos freneticamente um relacionamento, mas quando estamos nele, nos perguntamos o que estamos fazendo dentro dele. Falamos que queremos relacionamento, quando no fundo queremos somente companhia.

Talvez tenha chegado a hora de rever nossas convicções e atitudes nas relações afetivas.

Tendo em vista que:
- as pessoas não são bens disponíveis no Universo porque possuem livre-arbítrio e fazem escolhas;
- os relacionamentos são construídos por uma esfera não-humana,  haja visto que os relacionamentos nos acontecem, por mais que tentemos promovê-los;
- não temos a menor garantia de uma relação, pois cada parceiro tem o poder de sair dela em qualquer estágio do relacionamento;
- não podemos controlar indefinidamente o que uma pessoa pensa ou sente;
- corremos o risco de não sermos amados como gostaríamos e do jeito que queríamos;
- por mais tempo que venhamos a trilhar ao lado de um parceiro, permaneceremos em nossa própria companhia pela eternidade;

Apresento, então, algumas lâminas para os nossos momentos de reflexões:
Conseguiremos amar alguém fora de nós sem antes aprendermos a nos amar?
Conseguiremos amar alguém fora de nós, vindo do mundo que geralmente o consideramos hostil e ameaçador, sem aprendermos a amar de forma incondicional?
Conseguiremos amar e sermos amados quando não acreditamos no Amor?
Conseguiremos amar e sermos amados nos orientando com cartilhas de psicologia e de espiritualidade?

Somos parceiros para amar ou para construir? Podemos construir sem amar? Podemos amar sem construir? É possível estar numa relação afetiva desconectado de quem somos e do que queremos?

Confiamos o suficiente em nós para experimentarmos a experiência do Amor, principalmente tendo como referências nossas observações trazidas do nosso lar da infância, ao vermos o Amor entre nossos genitores?

Confiamos o suficiente em nossa capacidade de amar a ponto de promovermos a felicidade do outro?

Temos a coragem necessária para confessar ao parceiro o que queremos realmente dele? Temos a mesma coragem para conhecer a verdade do outro a nosso respeito?
O que queremos realmente: um relacionamento ou um companheiro? Podemos a partir de um companheiro construir um relacionamento afetivo? Podemos ter um relacionamento sem um companheiro afetivo?

Penso que o mais importante não é mostrar que fazemos o que dizemos. O fundamental dentro da relação é percebermos justamente nossas incoerências, incompatibilidades, inconsistências e paradoxos, de forma nos auxiliar e auxiliar o parceiro a tornar a relação mais significativa. É nos permitir crescer e permitir o crescimento do outro, dentro da relação, através do aprendizado das lições trazidas pelos conflitos e da indispensável revisão de crenças e convicções sobre o Amor.
Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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O QUE ESTAMOS REALMENTE FAZENDO?

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A escritora Iyanda Vanzant diz que somos muito passivos na conquista da nossa felicidade e muito ativos em culpar o outro pela nossa infelicidade.

A questão é: o que estamos fazendo? O que fazemos desde o momento em que acordamos até o momento em que adormecemos, todas as horas do dia, durante o dia todo, a semana toda, o mês todo, o ano todo e a vida toda, é: FAZER ESCOLHAS!

O processo de escolha é bem simples: primeiro estamos diante de duas alternativas extremamente opostas, obrigando-nos a decidir por uma delas. Fazemos a escolha, tomando a decisão, e vamos viver a escolha feita. Após a vivência vamos encarar os resultados. Os resultados vão nos trazer duas sensações: conforto ou desconforto e voltamos ao ponto de escolha novamente.

A avaliação também é muito simples: toda sensação de conforto diz que acertamos na escolha e toda sensação de desconforto indica que erramos na escolha feita.

A Vida conspira a favor do processo de escolha, ela sempre nos coloca de novo na posição de escolher. As repetições indicam que ainda não aprendemos a fazer aquela determinada escolha. Daí a importância de revermos lições dos nossos resultados. A saída do ciclo das repetições está justamente no fato das lições aprendidas influenciarem as nossas escolhas. Fazer escolhas baseadas em informações e conhecimentos é a garantia de resultados positivos. Tendo em vista que o nosso compromisso com a Vida é aprender a fazer a escolha certa, então o conhecimento real que devemos adquirir é exatamente  sobre nós próprios.

Aí reside o verdadeiro problema: o que estamos realmente fazendo?
Estamos fazendo qualquer coisa, menos a de nos conhecermos verdadeiramente. Assim nos encontramos quando vamos fazer uma escolha:
- estamos sentindo medo;
- não confessamos a nós mesmos a nossa própria verdade sobre quem somos e o que queremos;
- não temos amor por nós mesmos, não nos respeitamos, não nos valorizamos;
- escolhemos fazer escolhas automáticas e/ou inconscientes;
- fugimos de nós mesmos, não assumimos responsabilidades, não reavaliamos nossas experiências;
- buscamos freneticamente apoio, aprovação, reconhecimento e amor do outro;
- não revemos nossas crenças e convicções e não encaramos ou enfrentamos a nossa verdade;

Os resultados, movidos por estes estados internos são inevitáveis: DOR! E o pior dos sentimentos:  A FRUSTRAÇÃO! Porque este sentimento é indivisível, não podemos dividi-lo com mais ninguém. Ele é da relação direta entre nossa escolha e o respectivo resultado obtido por ela, que é felicidade ou infelicidade. Não há como culpar o outro.

Na área afetiva esta estrutura é mais prejudicial. Fazemos nossas escolhas na área afetiva sem nenhuma informação a nosso respeito Eis o que fazemos:
- queremos do outro companheirismo, mas temos solidão e vazio dentro de nós, que estão indicando que não há a nossa própria presença em nossas próprias vidas;
- queremos compartilhar amor com o outro, mas assim que entramos na relação, nossas carências e necessidades nos transformam em policiais implacáveis do comportamento do outro;
- prometemos ao outro que vamos amá-lo, mas entramos na relação sem saber direito o que é o amor, nos guiamos por uma cartilha de crenças perniciosas ao amor, não nos amamos, cobramos do outro o amor que suprima estas necessidades e por fim, não sabemos dar amor em troca.

E você caro(a) amigo(a)? O que está fazendo verdadeiramente pela tua felicidade? A lei áurea da felicidade diz: Pedis e Obtereis!
Se você tem um desejo, por menor que seja e ele não se manifesta em tua vida, saiba que há algo errado COM VOCÊ! É hora de rever o que está realmente fazendo. Talvez você esteja tentando fazer algo em que não acredita ou não se sinta merecedor(a). Suas crenças internas te movem para outra direção. Descubra de forma honesta e verdadeira a verdade sobre quem você é, sobre o que quer realmente, sobre o que está disposto(a) a fazer para ter o que quer, sobre o que está sentindo e o que está fazendo com o que está sentindo. Estas valiosas informações a teu respeito irão influenciar suas decisões.
Um dos paradigmas da felicidade é: “Seja feliz por ser quem você é, assim fará o que deve realmente ser feito e como conseqüência terá tudo o que quiser”. Amana.

Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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