Eu

Eu
O iceberg tem como propriedade a sua parte acima da superfície representa apenas 20% de seu tamanho total. Os restantes 80% ficam submersos. Por analogia, 20% do que sabemos sobre nós, está no nosso consciente e os 80% que não sabemos sobre nós, estão no nosso inconsciente.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

DOMINAR OS OUTROS!

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Temos uma necessidade inconsciente de dominar os outros, de controlar o comportamento alheio. Entramos em conflito emocional quando constatamos que as coisas não estão saindo do jeito que queremos, o que na verdade é que o outro não está fazendo do jeito que eu quero.

A forma como somos educados contribui para esta questão. No nosso estágio de infância, nossos pais ou responsáveis têm um peso fundamental sobre o nosso comportamento, mas, também, liberam este peso quando alcançamos a maioridade. Porém, o aprendizado de nos tornarmos policiais uns dos outros já foi concluído.

Tudo o que é tem a sua importância, se é assim, é porque é necessário, mas, há um momento em que podemos interferir sem causar prejuízos ao processo: quando conquistamos a consciência!

Os relacionamentos são destinados ao encaixe de uns com os outros e não ao jogo de domínio e poder de um sobre o outro. O problema surge quando desconhecemos a regra do livre-arbítrio e do contexto ao qual estamos inseridos.

Nossos desejos, vontades e necessidades impõe algo a alguém, que por sua vez, tem o arbítrio de aceitar ou não o que estamos lhe impondo. O que será que acontece com a nossa felicidade quando ela está formatada sobre o comportamento do outro? Uma coisa é certa, precisamos saber a diferença entre convidar e impor. Convites são sempre bem-vindos, as imposições não.

Um pai combina com seu filho, que ele deve chegar tal hora em casa, para não ficar exposto à violência urbana e que estará em estado de tensão até a sua chegada. O filho, porém, se atrasa e chega depois da hora marcada. O pai lhe recebe com uma briga por não ter obedecido à ordem. Tendo em vista que o filho chegou são e salvo, haveria o motivo da briga? Qual o contexto que gerou a briga? O do filho ter chegado são e salvo fora de hora ou o do poder que o pai não teve sobre a vontade do filho?

Num evento social, um parceiro está entretido numa entrevista. O outro parceiro pede-lhe que lhe sirva uma bebida. Isto implica ao parceiro deixar de fazer o que está fazendo para servir o outro. Solicita-lhe, então, um tempo para lhe atender. Quando lhe serve a bebida recebe uma bronca. Qual o contexto da bronca? A bebida que não foi servida no tempo desejado ou o poder sobre o parceiro em lhe interromper? O que o pedinte queria realmente?

Quando formatamos nossa felicidade sobre nossas próprias mãos, oferecemos ao outro convites gentis, generosos, de se encaixar conosco. Temos a dimensão exata do que estamos impondo e ao que nos está sendo imposto. O paradigma antigo é: sou feliz porque tenho o poder de fazer ao outro o que eu desejo. Esta crença leva a feridas e distanciamentos emocionais nas relações.

Já o novo paradigma é mais divertido: Sou feliz porque o outro só pode fazer o que deve fazer se eu fizer o que eu tenho que fazer. Como o outro conseguirá realizar o que deseja, se eu não realizar o que devo realmente fazer?

A escola eneagramática prega que as pessoas esquecem de si mesmas. Penso que pode ser este o motivo de nos precipitarmos sobre o outro. Se eu esqueço de mim, então, eu só me lembro do outro. Quando estamos fora dos relacionamentos, dizemos que relacionar é compartilhar, trocar, mas quando entramos ficamos presos ao jogo aceitar as imposições do outro ou impor as nossas condições.

Para conquistarmos a consciência, necessitamos fugir da tentação de controlar o comportamento alheio. Por mais que tentemos, não conseguiremos dominar por muito tempo o que uma pessoa pensa e sente. Devemos questionar a verdade das nossas intenções por detrás dos nossos desejos e vontades, pois os relacionamentos são regidos pela Lei Espiritual da Compensação e da Troca. Devemos, por fim, estarmos conscientes dos nossos próprios comportamentos e como eles afetam o outro.

Por Silvio Farranha Filho – Psicanalista


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AUTOCONHECIMENTO!

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Autoconhecimento é o conjunto de informações que temos a nosso respeito.

Questões:
Para quê estas informações servem?
Ter informações a meu respeito é o mesmo que ter autoconhecimento?
Após ler um perfil psicológico onde eu me enquadro é a garantia de que eu já me conheço?

É possível que, o que entendemos por autoconhecimento seja algo diferente do que realmente é.

Sim! Há milhares de fontes de informações a nosso respeito no ar e todas elas são absolutamente verdadeiras. Porém dependendo do que entendemos por ser autoconhecimento podemos nos tornar simplesmente uma enciclopédia, com informações teóricas minimamente vividas. Novamente, para que as informações a nosso respeito servem?

Todas as pessoas fazem escolhas, sejam da hora que acordam até a hora que adormecem, do dia primeiro ao ultimo dia do ano, do momento que nascem até o ultimo suspiro de vida. Isto nos leva a crer que  nascer nos dá uma missão de aprender a fazer a escolha certa, durante toda a existência. Ao final da vida, iremos constatar que nossa vida foi o resultado de nossas escolhas. Escolhas conscientes ou inconscientes, pensadas ou automáticas, de boa vontade ou forçadas, sempre fazemos uma escolha.

O autoconhecimento, então, influencia as nossas escolhas. Tomar uma decisão, baseada no que sabemos sobre nós é muito melhor do que tomar uma decisão estando cegos de nós. O que sabemos sobre nós faz uma diferença positiva no momento da escolha e a conseqüente decisão trará resultados sempre positivos.

Como disse mais acima, podemos ter muitas fontes de informações e basta acessá-las para estarem disponíveis. Penso que o mais interessante é o modo como obtemos as informações. O jeito interessante é a nossa capacidade de extrair lições das nossas próprias experiências. Após a vivência de uma experiência devemos nos perguntar quais foram as lições que tiramos dela, verificar o que realmente aprendemos sobre nós.

Antes de fazermos uma escolha, podemos fazer algumas perguntas a nós mesmos: quem sou eu nesta questão? O que eu quero realmente ao tomar esta ou aquela decisão? O que estou realmente disposto a fazer para ter o que desejo? O que estou sentindo nesta situação? como eu estou me sentindo? O que estou realmente fazendo com o que estou sentindo? As respostas nos levarão ao melhor posicionamento na questão e a escolha correta se apresenta tranquilamente. Os resultados, além de satisfatórios, podem nos trazer ainda mais lições.

Qual a diferença, então?
A diferença está na fonte. A fonte interna! Buscamos informações a nosso respeito em nossa própria fonte, que somadas, às informações externas, o nosso processo de escolha torna-se imbatível. Somos felizes por sermos quem somos, fazemos o que realmente devemos fazer e temos sempre o que desejamos.

A fonte interna nos mostra nossa VERDADE! Conhecendo a nossa verdade nos libertamos do nosso processo inconsciente de fazer escolhas.

As fontes internas enchem o nosso cérebro de material. No processo de escolha (que é escolher por uma das possibilidades, rejeitando-se a outra) o nosso cérebro tem mais recursos para trabalhar, flui melhor. E para trabalharmos com a nossa fonte interna será necessário revisarmos o nosso conceito de autoconhecimento.

Autoconhecimento é a nossa capacidade de extrairmos informações a nosso respeito e vivenciá-las; é descobrir nossos potenciais; é a nossa capacidade de reservarmos um tempo para nos dedicarmos ao estudo dos nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos; é a coragem que temos de nos olharmos abaixo da superfície e entrar em contato real com a nossa Verdade; é a capacidade de nos fazer perguntas para nos enxergarmos além das nossas máscaras; é a capacidade de vivermos com nós mesmos, do jeito que somos; é integrar o que pensamos ao que sentimos, e também é a sabedoria de não eliminar o que já somos e, sim, nos  completar com o que ainda não somos.

Por Silvio Farranha Filho – psicanalista


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SELF !

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“Seres humanos são os únicos que podem criar um self.”- Debbie Ford – ‘O Efeito Sombra’

Self  é uma construção interna com a qual lidamos no mundo. É a nossa identidade pessoal. É o que nos classifica como um ser individual. O “Eu”, Ego, a nossa forma particular de ser, de agir e de pensar. Também conhecido como “psique”.

Esta estrutura interna é formada pelos nosso desejos, necessidades, vontades, crenças, experiências e aprendizados, etc.

Uma pessoa vê o mundo encantador e outra pessoa vê o mesmo mundo como hostil. O mundo apenas é, mas cada pessoa o vê conforme sua estrutura ou seu self.

Todos nós temos self e compartilhamos o nosso self com o self das outras pessoas.

Tudo o que fazemos ou sofremos afeta diretamente o nosso self, ou seja, afeta a  forma como vemos e como reagimos ao que vemos. Para uma pessoa que sofreu um acidente, o fato apenas destruiu o seu sentido de mundo, e não o mundo. A recuperação nada mais é do que o tempo de reconstrução do self.

O self pode ser reconstruído a cada instante, daí a recomendação de se extrair lições de toda e qualquer experiência. A Psicologia recomenda que diante de toda e qualquer escolha organizemos o nosso self com as seguintes questões:
-         quem sou eu?
-         O que quero realmente?
As escolhas feitas influenciadas por estas informações são sempre satisfatórias, não causam arrependimentos, nem culpas.

Self é o nível de compreensão que a pessoa tem de si mesma. Nenhum self é melhor que o outro, o que existe são níveis de consciência. Se uma pessoa se declara perdida é porque o seu self está profundamente abalado. Com ajuda do processo terapêutico, ela mergulha profundamente nas fundações de sua psique, identifica e erradica as crenças perniciosas que foram responsáveis pela perda da identidade e reconstrói novo self.

As nossas crenças pessoais formam a base do nosso self. Quanto mais estivermos identificados com elas, mais difícil, lenta e dolorosa se torna a nova significação  do self.

Tudo o que entra no nosso sistema corpo-mente passa pelo crivo de nossas crenças, valores, conceitos, paradigmas internos e daí damos nossa resposta ao mundo. O que é desconhecido para o nosso sistema na maioria das vezes é rejeitado e quase sempre ficamos com o que é conhecido, familiar. È porisso que atraímos doenças, acidentes, por serem as melhores formas de mudarmos o nosso self.

Jung estabeleceu o processo de individuação, propôs como caminho conhecer a própria Sombra. Isto quer dizer que devemos conhecer os conteúdos que formam a nossa personalidade. Em termos mais simples, tornar conhecido o que está no nosso inconsciente. Com este autoconhecimento é possível construir um self de qualidade impar, capaz de proporcionar relacionamentos maravilhosos conosco próprios e com os outros.

Por Silvio Farranha Filho - psicanalista


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sábado, 23 de janeiro de 2016

COMO PROJETAMOS OS NOSSOS CONTEÚDOS INTERNOS NOS OUTROS!


A coisa mais fácil que fazemos é projetar os nossos conteúdos internos nos outros! Isto é explicado devido a forma como vivemos.

Para enxergarmos algumas partes do nosso corpo, necessitamos do auxilio de um espelho. Não conseguimos enxergar diretamente os nossos conteúdos internos. Uma parte deles podemos perceber através das nossas sensações e manifestações no corpo físico, como por exemplo, perceber a raiva que sentimos através da nossa respiração, dos batimentos cardíacos, etc.

Mas, a maior parte dos nossos conteúdos internos está invisível ao nosso olhar. Necessitamos do auxilio de outra pessoa, de uma situação ou de uma coisa para enxergarmos. Isto é projeção! Exemplo: a falsidade que enxergamos na outra pessoa é o reflexo da falsidade da nossa relação conosco, pois assim é uma forma de vermos que não estamos sendo verdadeiros com os nossos próprios sentimentos.

Quando digo EU, no mesmo instante eu me separo do NÃO EU! Então o meu não eu é transferido ao TU!  Exemplo: “Eu sou uma pessoa honesta!”. No exato instante em que faço esta declaração, eu me separo do meu lado desonesto. Se eu sou honesto, então, eu não sou desonesto! Correto?

Como fica o meu lado desonesto? Ele é transferido ao outro! Ex. “ O meu vizinho é desonesto!”

Uma forma de eu perceber minha projeção seria uma declaração do tipo:
“ O meu vizinho é desonesto, igualzinho a mim!”
“Você é uma pessoa rancorosa, exatamente como eu!”
“O mundo está perdido, assim como eu!”

Pode acontecer de percebermos o que está invisível para nós, mas, muitas vezes preferimos não ver, não assumir, não confessar, e aí, reprimimos, recalcamos. Estes conteúdos jogados no inconsciente, não desaparecem, ficam fazendo pressão para vir à nossa consciência a serem tratados. De tanto fazer isso chega um ponto de perdermos o contato com o nosso eu interno e, quando isso acontece, estamos de frente com a SOLIDÃO! Aconteceu a perda da nossa presença na nossa vida!

De tanto sermos guiados de forma inconsciente pelos nossos conteúdos internos, só vemos o outro, o comportamento do outro, o outro fica visível. Para o nosso olhar sobre nós, achamos que estamos sempre certos, corretos. Vagamos inconscientes de nós, mas a Sabedoria Divina deu-nos algo que não deixa a inconsciência nos vencer em definitivo: o nosso corpo físico!

O nosso corpo físico nos auxilia a lembrarmos de nós, a olhar para nós, nos reconhecer e a forma que ele utiliza é através das enfermidades. O corpo é a nossa verdade! Sintomas, enfermidades, acidentes são lembretes para olharmos para nós de forma verdadeira e sairmos da projeção sobre outro!

Tudo na vida é relacionamento e todo relacionamento é projeção!

Estamos projetando quando:
-         tecemos críticas, sejam elas positivas ou negativas;
-         emitimos julgamentos e opiniões;
-         damos conselhos;
-         apontamos o dedo, neste caso, quando aponto o dedo, estou apontando o meu erro no outro.

Sair da projeção, estarmos conscientes de nós exige duas tarefas: a primeira é estarmos atentos como lidamos com o outro e nas manifestações do nosso corpo. A segunda já é mais difícil, perceber o que está inconsciente para nós. Alguns sinais: sentimentos que não queremos sentir, pensamentos que não queremos ter; somos pessoas boas fazendo coisas más, atitudes impensadas, “aquilo” foi mais forte do que eu, etc

Quando estes sinais surgem é chegada a hora de lembrar que estamos sendo governados por nossa própria natureza, que ainda se encontra inconsciente para nós. Devemos tomar consciência destas partes inconscientes através de um trabalho muito profundo em nosso interior.

É importante duvidarmos do que pensamos, do que sentimos, do que fazemos, do que queremos, de quem somos. É urgente darmos mais atenção a toda e qualquer manifestação seja em nós ou ao nosso redor. Imperioso questionar o que fazemos, como fazermos, porque fazemos, qual o verdadeiro motivo ou intenção. Estarmos atentos “ao que nos acontece” e ao que fazemos acontecer, e por fim admitirmos que “somos nós”, sempre somos nós, nunca o outro!
Por Silvio Farranha Filho - psicanalista


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

MAQUIAGEM SAGRADA!

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Durante muitos anos a maquiagem obteve um significado especial para a humanidade, tanto um símbolo de beleza,  quanto uma preparação frente a uma batalha. Atualmente, a maquiagem faz parte do dia a dia de muitas pessoas e se tornou tão comumente necessária quanto tomar um copo de água.

Pela maquiagem estar tão imersa em nosso cotidiano, podemos usa-la para fazer magia. Usar a maquiagem é uma bela forma de criar realidades em sua vida, incluindo claro, a magia de glamour. Glamour nada mais é do que uma ilusão, causar uma ilusão de algo para um fim especifico. 

Exemplo 1. Se uma pessoa não quer se vista em determinado lugar, pode usar magia de ocultação. Desta forma as pessoa naquele lugar não a notarão. 

Exemplo2. Uma pessoa quer paquerar, flertar com alguém em especial, pode usar magia de atração e deixar a si mesma mais atraente. A maquiagem unida ao glamour cria a imagem que você desejar, passar a energia de ocultação, atração, seriedade extroversão e assim por diante.

O primeiro passo para a magia com maquiagem é encantar seu material. Potencializar seu material com o seu intento, você pode deixar reservado um estojo de maquiagem apenas para uso mágico, ou pode usar a sua maquiagem diária.

O uso mágico pode ocorrer tranquilamente da mesma forma que usamos a nossa maquiagem. Ao limpar a nossa pele, podemos limpar a nossa energia. Ao passar uma base, pó ou um corretivo, criamos a melhor imagem de nós, a mais bela a mais encantadora.

Lápis, rímel, delineador, são utilizados para realçar a beleza dos olhos e cílios, além de consagrar com energia de beleza, é possível consagrar estes elementos com proteção, aumento de percepção e visão.

Já com a sombra podemos usar a energia das cores, de forma que a energia da cor atinja tanto a sua usuária quanto as pessoas que a ela olharem. As cores devem ser usadas de acordo com a analogia de cada pessoa. Cada cor emite uma energia básica, mas é pessoal como uma pessoa se sente em relação a ela. Tem pessoas que se sentem atraentes quando usam preto, mesmo sendo o vermelho o recordista desta energia de atração. Então antes de tudo, analise a energia de cada cor. Segue abaixo uma sucinta lista das energias de cada cor:

Amarelo –  É uma cor vibrante, quente, alegre. Associa-se com o pensamento, inspiração. Memória, boas idéias. É uma cor que evoca felicidade, alegria e confiança.
Azul –  É uma cor que transmite tranquilidade e intelecto. Está associada a descontração, relaxamento. Quanto mais escuro mais dentro do inconsciente consegue chegar, simboliza também a comunicação.
Branco – É uma cor que transmite pureza, claridade. É uma cor que reflete, transmite paz, descanso.
Dourado – é uma cor que transmite brilho, o brilho do sol. Associa-se com a vitalidade, abundancia, prosperidade e expressão.
Laranja – É uma cor que transmite alegria, favorece relações amigáveis, acolhe. Esta associada a renovação da esperança, energia e criatividade.
Marrom – É uma cor telúrica que transmite contato com a terra. Está associada a concretização, centralidade, racionalidade.
Prata – É uma cor associada a Lua. Reflete o lado feminino emocional. Remete a mistério. Equilibra o eu interior.
Preto – É uma cor de proteção e mistério. Associa-se ao infinito, ao oculto. É uma cor mais reservada e promove o isolamento e discrição.
Rosa- é uma cor descontraída e voltada a atmosfera afetiva. Associa-se a carinho, amor, afeto e atração afetiva branda.
Roxo – é uma cor voltada a transmutação. Associa-se a mudança, a transição, a transgressão. Indica serenidade e independência.
Verde – é uma cor associada a natureza. Associa-se a cura, calmante principalmente emocional. Reflete harmonia, segurança e resistência.
Vermelho – É a cor da vitalidade. Associa-se a atração, paixão, desejo. Esta ligada a segurança, sentimentos fortes e confiança.

A mesma associação acima se aplica para os batons. Os lábios estão diretamente ligados a comunicação, expressão e demonstração de afeto. É possível encantar o seu batom para um ou vários objetivos específicos como por exemplo rosa, para que suas palavras sejam harmoniosas, laranja para que suas palavras sejam reconfortantes, roxo para que as palavras causem alteração benéfica em determinada situação e assim por diante.

O incenso obteve a egrégora de ser uma honra aos Deuses por sua fumaça e aroma definido. O mesmo esquema ocorre com o perfume, que tem em sua própria definição este simbolismo. Per = pela ; fume = fumaça, ou seja pela fumaça. O perfume magicamente tratado passa outra mensagem além de seu aroma. É possível encantar o seu perfume diário para que emita bem estar e disposição. Encantar um perfume com energia específica para encontros amorosos e assim por diante.

A maquiagem sagrada é uma das formas de Glamour, pode se usar maquiagem para se mostrar mais atraente, mais chamativa, assim como ocultação, quando necessário se manter mais discreto. Tornar o seu rosto ou partes do corpo camuflado.

Além da maquiagem sagrada ser usada como forma de feitiço ela pode ser usada em honra a uma divindade específica. O praticante de magia é livre para criar e a maquiagem pode ser usada como oferenda a divindade usando cores e aromas daquela divindade, Exemplo para honrar Hécate a predominância seria das cores, vermelho, roxo e preto em honra a Afrodite a predominância seria de rosa e verde e assim por diante. Ao retirar a maquiagem agradeça a divindade por ter compartilhado sua energia.

Seja criativo e use o que for melhor para você, de tons corretos a energia especifica. Usar a maquiagem sagrada é se conectar com seu próprio lado divino.

Lumina Eterna
Sacerdotisa da Tradição Caminhos das Sombras



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REGRAS DO AMOR!

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“Amarás ao Senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo! – Jesus (Lucas 27:10)

“Estar vivo significa que ocupamos a casa do amor e devemos seguir suas regras.” I.Vanzant – Enquanto o Amor Não Vem!

A vida humana, como em todo o Universo, se manifesta através de leis imutáveis, se processando nos âmbitos físico, psicológico e espiritual, com cada esfera regendo-se conforme suas próprias normas.

Na área dos relacionamentos o Amor é quem rege todas as regras.

A regra áurea estabelecida por Jesus determina: o amor a Deus, o amor a si próprio e o amor ao próximo. Todo sofrimento humano é causado justamente por se desrespeitar estas determinações.

Podemos então inferir que o Amor Próprio (que é a nossa capacidade de nos amar), transborda de nós e alcança o Amor Incondicional (que é a nossa capacidade de amar um outro fora de nós) que, continuando a transbordar de nós, atinge o Amor Universal (que é a nossa capacidade de amar a Natureza e a Deus).

Aprendemos sobre o Amor vendo como o Amor se manifesta em nossos lares, principalmente o da infância e adolescência. Através da nossa visão pessoal de como nossos genitores, ou responsáveis, se ama um ao outro, criamos conceitos, valores, crenças, convicções e paradigmas pessoais que, ao serem vividos em nossas experiências relacionais, criam enorme confusão e sofrimento.

Tal sofrimento nos faz perceber o quanto nossa visão está distorcida e perniciosa em relação ao verdadeiro Amor, daí o convite inevitável para re-significar o nosso conceito sobre o Amor.

O primeiro passo para re-significar o conceito de Amor dentro de nós é justamente resgatar a nossa capacidade de nos amar.

O resgate do amor-próprio exige de nós diversas percepções e descobertas:
- que amamos, apaixonamos, admiramos no outro exatamente o que nos falta, aquilo que devemos nos dar por nossas próprias mãos. O outro não consegue nos dar aquilo que não damos a nós mesmos;
- que ficamos irritados, incomodados, aborrecidos e até mesmo odiamos no outro tudo aquilo que odiamos em nós, tudo aquilo que fugimos ou negamos de nós, mas que temos o trabalho pessoal de corrigir e resolver. O outro apenas nos mostra o que necessita ser resolvido em nosso interior;
- que somente seremos amados pelo outro se nos amarmos primeiramente. O outro só pode nos dar o que nos damos. Questão: o que devo ter em mim para eu poder amar esta pessoa do jeito que ela é?;
- que compartilhamos com o outro exatamente o que temos! Se falamos que temos Amor, mas no mais profundo de nós reina solidão, vazio de amor e de prazer, faremos escolhas baseadas nestes sentimentos mais profundos. Isto quer dizer que a forma com que o outro nos tratar estará denunciando o que somos de verdade, não estamos em condições nem de dar e nem de receber amor;
- que se temos solidão, significa que falta a nossa própria presença em nossa própria vida, assim, desenvolvemos uma busca frenética por companhia, diversão e distração. Ao projetarmos esta busca no outro, nos tornamos “pesados” para que ele nos possa amar.
- que dizemos que acreditamos no Amor, mas de forma inconsciente manifestamos o Desamor, os resultados deste paradoxo nos mostram que estar numa relação com o outro significa estar numa relação com nós mesmos;
- que se estamos num relacionamento e não experimentamos o Encantamento da Vida, algo está errado com a nossa convicção sobre o que é o Amor. Se acreditarmos no Amor e não estamos recebendo o Amor, há algo errado com a nossa identidade afetiva. É hora de saber quem somos realmente e o que desejamos verdadeiramente.
- que há um paradigma interessante sobre o Amor, que infelizmente desconheço a autoria, que diz: “Seja feliz por ser quem você é, assim fará exatamente o que deve ser feito e como conseqüência terá tudo o que quiser”,.

Estamos nos sentindo felizes em todas as áreas da nossa vida?
Veja bem, todas ao mesmo tempo. Então nossas crenças pessoais estão em conformidade com o Amor. Nossas escolhas, decisões e atitudes estão sendo influenciadas pelo que conhecemos de nós. Estamos seguindo as regras do Amor, não importando o tipo de vida que estamos tendo.

Mas se estamos experimentando conflitos, sofrimentos, tristezas, enfermidades, pobreza psíquica, física, espiritual, então, não estamos seguindo as regras do Amor. Estas coisas estão nos acontecendo para que aprendamos sobre o que é o Amor verdadeiro. É desta forma que o Amor trabalha a nosso favor, pelo sofrimento ele reajusta as nossas crenças pessoais e nos enquadra nas verdadeiras regras do Amor.
Por Silvio Farranha Filho - psicnalise

O ESTILO DE AMAR NA RELAÇÃO AFETIVA!

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Antes de iniciarmos as reflexões, solicito sua gentileza em escrever numa folha de papel a sua definição sobre o que é o amor.
O que significa para você a palavra AMOR?

As laminas a seguir estão baseadas na relação dos nossos genitores. Você, porem, considere aquelas pessoas que exerceram muita influencia em sua vida.

Experimente agora responder estas questões:
-         como você via a forma do seu pai amar a sua mãe? Resuma em uma única palavra a forma dele amar.
-         Como você via a forma da sua mãe amar o seu pai? Novamente, em uma palavra.

A forma como nossos genitores se amavam exerce muita influencia no nosso conceito sobre o que é o amor.

Responda:
-         com base nas formas de amar das pessoas que você elencou, o que significa para você a palavra AMOR? Compare sua definição com a resposta que deu inicialmente.
Aí está a sua convicção sobre o Amor. A sua resposta inicial é a sua projeção sobre o amor. Esta agora é a sua realidade em relação ao Amor. Somos escravos das nossas convicções. Manifestamos nossas crenças em nossos resultados. É aqui onde deve ocorrer a mudança. Mudar o significado. Todos os relacionamentos que você experimentou tinha a proposta de levar você a re-significar o conceito sobre o Amor.

Responda:
-         com base nas formas de amar das pessoas que você elencou, você se animaria a casar? A se relacionar? A se entregar num relacionamento?

Esta resposta indica a direção que damos aos nossos relacionamentos, às alternativas que buscamos. Se o que desejamos não se manifesta, podemos encontrar nesta resposta a origem do problema.

Responda:
-         qual é a forma de você amar? Como você ama?
-         O seu estilo de amar é mais parecido com o do seu pai ou da sua mãe?
O nosso jeito de amar reflete nossas crenças sobre o Amor. Os parceiros têm cada um o seu jeito de amar, o seu estilo que aprendido em seu passado vendo como o Amor se manifestava. Os estilos entram na relação e os conflitos têm o poder de alinhar os estilos, aparando arestas, ajeitando, consertando, ajustando. Duas escolas diferentes, cada um com a sua própria riqueza.

Responda:
-         por que as pessoas casam? Se unem? Estabelecem relacionamentos íntimos e significativos?
As respostas para esta questão dão indicativos sobre quem você é, sobre o que você quer em sua busca de viver a experiência do Amor.

Não há respostas certas, apenas respostas, informações a nosso respeito. Cada parceiro leva sua bagagem (crenças e convicções) sobre o Amor para a relação. Conflitos nos relacionamentos não são provocados pelos parceiros, são promovidos pelas crenças que cada um carrega sobre o que é o Amor.

Relacionamento afetivo é o encontro de conceitos e faces diferentes sobre o Amor, dos estilos diferentes de amar. Não há estilo melhor ou pior. Há estilos! Uma vez iniciada a relação, ela tem por si só o desafio de promover os alinhamentos e encaixes dos diversos estilos.

Relacionamentos longos refletem o quanto os parceiros já se alinharam, se encaixaram um ao outro. Daí a impossibilidade de tal encaixe dos estilos ocorrer nos primeiros momentos da relação. É preciso do concurso do tempo, dos conflitos e da disposição dos parceiros em se permitirem viver o processo transformador.
Por Silvio Farranha Filho - psicanalista



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