Eu

Eu
O iceberg tem como propriedade a sua parte acima da superfície representa apenas 20% de seu tamanho total. Os restantes 80% ficam submersos. Por analogia, 20% do que sabemos sobre nós, está no nosso consciente e os 80% que não sabemos sobre nós, estão no nosso inconsciente.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

De Volta...



DE VOLTA...
Por Silvio Farranha Filho – Psicanalista
Você estava pilotando o avião da tua vida. O coronavírus chegou e te obrigou a saltar numa quarentena. Ao saltar a questão é: onde você pousará? Num hospital? Em alguma casa?
O coronavírus instalou a quarentena. A quarentena obrigou as pessoas a ficarem dentro de casa. Ficar dentro de casa obriga cada um a realizar uma profunda reflexão sobre a sua própria vida.
Emocionalmente pousar é estar de volta, de volta à sua casa? ao lar? às relações familiares? às ligações íntimas?
Ficar na sua casa é você ficar consigo mesmo(a), realizar uma profunda reforma íntima. É rever suas crenças e convicções pessoais, sua escala de valores, seus paradigmas e a sentença que você segue de forma escrava. É observar o ritmo da própria vida, se está no automático, se no tanto faz, se na preguiça ou ver se está vivendo intensamente, sentindo, experimentando, tirando lições, vivenciando coisas gratificantes. É aprender a dar um momento só para si. É observar a própria conexão com a espiritualidade.  É reconhecer a importância do momento presente e destinar esforços para vencer a paralisia, a vida vazia, a depressão e  a ansiedade. É enxergar o real propósito e objetivo de vida e a qualidade da vida pessoal. Por fim, ficar em casa é cuidar de si.
Ficar no lar é encarar, de frente, a zona de conflitos. É enfrentar os conflitos agora. É dar novos significados ao lar. É resgatar o sentido de amor, compaixão, fé, coletividade e solidariedade. É examinar de como deixou o lar, a casa, e o mundo dos pais se foi em paz ou se foi no nunca mais. Se permanecendo no lar, observar de como está se conduzindo, se participante da administração do lar ou como predador, exigindo ser servido. Ficar no lar é enxergar a si mesmo(a).
Ficar nas relações familiares é ter a coragem de olhar para as verdades desagradáveis a seu respeito. É enxergar o quanto está sendo imaturo(a) nos relacionamentos. É enxergar o seu caráter manipulador. É enxergar a sua necessidade de ter poder e controle, de colonizar o outro. Ficar nas relações familiares é compreender a capacidade de estabelecer relações.
Ficar nas ligações íntimas é ter a suprema coragem para olhar para o que foi danificado. E neste caso é imprescindível a ajuda profissional. Olhar para a violência, para presença do desrespeito e abuso no ambiente íntimo do qual nos originamos. Ficar nas ligações íntimas é abrir um espaço para se adentrar na esfera do perdão,  para a capacidade de perdoar a si próprio e a conceder o perdão ao outro. Ficar nas elações íntimas é abrir caminhos para perdoar e ser perdoado.
Você, em que instância ocorre a sua zona de conflitos? Dificuldade em cuidar de si? Dificuldade em enxergar a si mesmo(a)? Dificuldade em estabelecer relações sociais? Dificuldade em conceder e/ou receber perdão? Saiba que a psicoterapia é um canal fundamental para o mergulho no mundo interno,
Estando dentro de casa, por conta da quarentena,  apresento-lhe alternativas para você fazer psicoterapia. 1- email (farranha@uol.com.br); 2-Skype (ID Farranha60); Whatsapp (11)98929-2108 Spaço Natureza&Terapias com as opções de Clínica Social e Projeto SOS Imunidade.
#psicanalise   #projecaodesombra


segunda-feira, 6 de abril de 2020

Tomada de Consciência!


TOMADA DE CONSCIÊNCIA!
Por Silvio Farranha Filho – Psicanalista

O que é tomada de consciência?

Tomada de consciência é um processo onde realizamos o despertar de um ciclo vicioso de uma situação, contexto ou realidade que são vividos de forma mecânica, automática e indefinidamente. Aquilo que chamamos de estar no “piloto automático”. Tomada de consciência é o momento de repensar as coisas, parar para enxergar aquilo que desejamos, mas que nunca fazemos nada para manifestar em nossas vidas. Há um termo próprio para isto: Despertar Consciencial.

O que é o coronavírus?

Em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China manifestou-se uma doença diagnosticada de Coronavirus – Covid-19 com alta taxa de mortalidade, onde o vírus se alastra com impressionante rapidez, sendo diagnosticada de pandemia, por envolver o planeta inteiro com infecções e mortes. Em todos os países da Terra, seus governos encontraram uma forma para combater o alastramento deste vírus através do confinamento das pessoas dentro de suas casas, impedindo-as de exercerem a vida externa, a vida social. Esta medida tomou o nome de “quarentena obrigatória”.

O que é a quarentena obrigatória?

Esta medida governamental mundial impõe a cada pessoa de ficar dentro da sua casa para evitar a alta contaminação do vírus. Evitar o contato social externo. Os primeiros estudos apontaram que o vírus não se propaga pelo ar e sim, por contato. As medidas preventivas é lavar as mãos e evitar tocar a boca, o nariz e os olhos, portas de entrada do vírus.

O lar então tornou-se o porto seguro contra a enfermidade. As pessoas, então, dentro de suas casas, de seus lares, entram em contato com a vida íntima, com as ligações íntimas, com as relações familiares, porque não há mais vida fora de casa.

Assim, as pessoas, as famílias, os lares, a vida íntima, as relações familiares, durante o período de quarentena, entram obrigatoriamente no processo de despertar suas consciências sobre sua capacidade de se relacionar tanto individual quanto coletiva. Capacidade esta que será levada à reconstrução da vida externa.

E o primeiro passo para a tomada de consciência é:

Você já se deu conta de que quando o vírus acabar o mundo que você conhecia não existirá mais?

Os desdobramentos que se farão sentir após a passagem do vírus afetará real e profundamente a sociedade em todas as suas camadas, tanto socioeconômica quanto política, fazendo com que cada pessoa conheça o verdadeiro significado da palavra ‘MUDANÇA’. As áreas da vida de cada pessoa, a espiritual, profissional, financeira, corporal e afetiva terão seus valores profundamente modificados. Ninguém escapará de tal transformação.

Outra tomada de consciência é:

Você já se deu conta de que  o vírus está te obrigando a ficar em confinamento para que você faça uma revisão real, honesta e verdadeira de suas crenças pessoais, de seus valores e paradigmas?

Antes do surgimento desta doença, o Planeta Terra havia atingido a marca de sete bilhões e seiscentos milhões de habitantes. Quantos Planetas Terras existem? Somente um ou quase oito bilhões de planetas consolidados num único só? Isto quer dizer que existe o mundo, e dentro dele existe o mundo particular e individual de cada pessoa. O mundo é justamente a somatória do mundo de cada pessoa, da mesma forma que a casa total abriga a casa individual de cada morador. São tantas casas presentes dentro daquela mesma casa tanto quanto forem a quantidade de seus moradores.

Os desdobramentos da passagem do vírus trarão o caos, o fim da ordem existente e abrirão portas para a chegada de dois tipos de mundos. O mundo da felicidade e o mundo da infelicidade. Estes mundos serão para todos? Não!

Cada mundo será construído a partir dos valores de cada um, pois cada um só pode dar o que tem. O mundo da felicidade será construído por aquelas pessoas que se preocuparam em revisar suas crenças pessoais, que realizaram suas reformas íntimas em seu jeito de ser, de agir e de pensar, que erradicaram de si suas crenças perniciosas, que deram atenção ao seu mundo emocional e ao seu mundo espiritual. 

Estas pessoas já construíram dentro de si mesmas as bases reais da calma, da paciência e da confiança. Partirão para a construção do novo mundo contando exclusivamente com sua fé, criatividade, grande capacidade de amar e senso de solidariedade, criatividade, intuição, inteligência e muita vontade de trabalhar. Tudo isto conquistado através de um grande esforço pessoal, num processo passo-a-passo ao longo do tempo. Pessoas que fizeram esta escolha pessoal por vontade própria.

E as pessoas que não se atentaram para esta nova realidade? Não se anteciparam para estas mudanças? Aquelas pessoas que não se preocuparam com a moralidade? Com a integridade? Com a responsabilidade? Com o respeito às leis, às normas e aos regulamentos, à pontualidade, aos seus direitos e os das demais pessoas? Que não deram valor ao trabalho? Ao compromisso, à coerência? Que não produziram nada? Que não se preocuparam com poupança e investimentos? Que não desejaram se superar? Que não buscaram se conhecer realmente? Que não deram valor à ordem e a limpeza? Que viveram na preguiça e no julgamento? Que viveram a crença interna do levar vantagens com isto não desenvolvendo a solidariedade dentro de si mesmas?

O que acontece às pessoas que não se preveniram da chegada de uma enchente, não deram atenção aos avisos recebidos e de repente se viram dentro dela?

O impacto das mudanças será tão cruel que elas não terão para onde correrem, serão arrastadas pela correnteza, pois as pessoas que despertaram as suas consciências estarão tão  sobrecarregadas de responsabilidades que não terão mais o tempo que tinham disponíveis para dar colo, calor e aconchego.

Outra tomada de consciência é:

Você já se deu conta de que  o confinamento te conduz à reflexão sobre o seu poder pessoal de escolher?

 A ordem geral é: ficar em casa! Isto não quer dizer que se você sair de sua casa você pode contaminar quanto ser contaminado contribuindo pela expansão do vírus? Está se dando conta de que a sua escolha pessoal pode ser a diferença entre a vida e a morte de outra pessoa? O mundo que te chegará será o resultado das suas próprias escolhas pessoais.

Outra tomada de consciência é:

Você já se deu conta de que voltando para casa, para o lar, para a família, para os entes queridos você obrigatoriamente irá resinificará os conceitos de amor, casa, casamento, lar, família, filhos, os respectivos papéis sociais de mãe, pai, marido(parceiro), esposa(parceira), gênero homem, mulher, etc.

Encontraremos novos significados dos relacionamentos fraternais, familiares, afetivos. Daremos novo significado ao nosso lar, ao lar de nossa origem, depois estenderemos estes valores para a sociedade.

Sim! Tudo passa, tudo passará, esta pandemia também irá passar. É hora de voltarmos para o nosso interior e encontrar nosso centro, nossa essência. Pois é só o que teremos para enfrentar as tormentas que se tornarão inevitáveis.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Julgamentos!


JULGAMENTOS!
Por Silvio Farranha Filho – psicanalista

«Não julgueis e não sereis julgados... » Jesus (Lucas 6,37)
«Não é o que entra pela boca que contamina o homem,
 mas o que sai da boca, porque procede do coração» Jesus (Mateus 15; 18-19 )

Examinando estes dois ensinamentos deste Supremo Avatar à luz do processo de Projeção de Sombra, encontraremos coisas bem interessantes.

A Física nos diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo no mesmo espaço. Para compreender o que uma pessoa está falando seria preciso entrarmos dentro dela, ver o que ela vê e sentir o que ela sente, para falarmos o que ela está falando. Se pudéssemos fazer isso, nós seríamos ela e não nós mesmos.

Só podemos compreender o outro a partir de nós próprios, do nosso ponto-de-vista, da nossa perspectiva. Isto quer dizer que somete interpretamos o outro.

Eis o que acontece. Ocorre um fato. Ao olharmos o fato interpretamos e damos a resposta ao fato com um juízo de valor acrescido de nosso conteúdo interno.

O processo é simples. O nosso olhar, assim como os demais órgãos dos sentidos captam a informação. A informação é transportada para o nosso sistema corpo-mente. A informação passa pelo crivo da nossa história de vida, pelas nossas crenças e valores e dispara os gatilhos de nossas experiências em relação ao fato. Isto resulta num sentimento o qual será associado à nossa interpretação. Somos escravos deste sentimento gerado. Ao darmos uma resposta ao fato colocamos algo a mais de nós, (que é o sentimento gerado) que entrará no outro como mensagem subliminar.

Na interação com o outro não estamos ouvindo exatamente o que o outro está dizendo, estamos ouvindo conforme os nossos ouvidos pois cada palavra que ouvimos dispara os gatilhos das coisas que estão em nosso íntimo. Quanto mais ouvimos, mais estamos perturbados com as nossas coisas.

O problema fica agravado porque não entramos em contato real com o outro, nós nos relacionamos com o outro a partir de nossas interpretações. Aquilo que vemos no outro, não pertence ao outro, e sim, exclusivamente a nós. Em outras palavras projetamos. Tudo na vida é relacionamento e todo relacionamento é projeção e toda projeção é JULGAMENTO!

Assim, estamos julgando quando:
-analisamos, comparamos, falamos de algo e/ou comentamos um fato.
-emitimos uma opinião.
-quando criticamos, censuramos e/ou emitimos juízo de valor.

Tudo que sai de nós é julgamento, abrimos a boca e... já estamos julgando!
Julgamos com extrema rapidez de acordo com a nossa “verdade”. Esta “verdade” é a nossa Sombra (coisas recalcadas, reprimidas, negadas, que escondemos dos outros por medo e vergonha). Somos julgadores e por tabela... também somos julgados!

Um pequeno exemplo. A frase “O que os políticos só sabem fazer é roubar”!
Ao dizer isto aquele algo que tanto incomoda o emissor é justamente o roubo, mas que ele esconde de si mesmo e dos outros. 

Para sair deste tipo de projeção basta completar a frase: “Os que políticos só sabem fazer é roubar... assim como eu... como eu faço... etc.”. O outro  reflete quem somos.

Para sairmos das projeções e termos uma troca mais honesta e saudável podemos fazer o seguinte: Ao ouvirmos, perguntar: “O que acabei de ouvir é exatamente o que você realmente disse?. Ao falarmos, perguntar: “O que você entendeu do que eu disse?” e por último é ouvir o que estamos dizendo.

Como projetamos sobre o outro e o outro também projeta sobre nós, todos somos vítimas! 

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Conflitos Emocionais!



CONFLITOS EMOCIONAIS
Por Silvio Farranha Filho – psicanalista
Somos seres emocionais, vivemos escravos das nossas emoções. A base das nossas emoções são exatamente os nossos desejos e anseios profundos. Os nossos anseios têm origem em nossas próprias crenças e convicções.
O conflito emocional surge quando temos a percepção de que as coisas não estão saindo conforme desejamos. Por consequência temos a polaridade desejos/anseios vividos x desejos/anseios não vividos.
Quando adoecemos não temos a percepção clara do que está nos fazendo sofrer, se é a vida que estamos vivendo ou se é a vida que não estamos vivendo.
O caminho que nos faz enxergar a verdade é justamente a somatização, ou seja, quando o anseio se manifesta fisicamente no corpo. Sabemos claramente que doenças, acidentes ou problemas são toques do inconsciente. Somos, então, compelidos a fazer uma imersão em nosso subconsciente a fim de olhar para aquilo que está abaixo da superfície.
A psicoterapia, seja analítica ou espiritual, é um bom método para acessar o subconsciente, pois  a função do subconsciente é trazer para a consciência aquilo que está inconsciente para nós.
A somatização, através da dor, tem o poder de vencer dois comportamentos que temos diante das coisas que estão dentro de nós e que nos incomodam: a fuga e a negação! Fugimos ou negamos da verdade dos nossos anseios mais profundos até que o sintoma nos faça parar e compreender a sua mensagem.
Se não dermos atenção aos toques, nossa vida está em rota de colisão com a morte. Assim, temos que olhar para as coisas que escondemos dos outros e também e de nós próprios por medo e vergonha, aquilo que reprimimos, negamos, recalcamos.
A Psicossomática diz que quando estamos vivendo o que desejamos não temos conflitos emocionais, por mais dificuldades que nosso corpo físico venha a experimentar, mas quando, as coisas não saem do jeito que queremos, é chegada a hora de um encontro verdadeiro com nossos sentimentos mais profundos, a fim de identificar e erradicar as crenças que os governam. É bom lembrarmos de que nossas crenças e convicções não residem nas nossas mentes, mas, sim, em nosso subconsciente, soterradas pelos nossos sentimentos e emoções.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

As Doenças e as Polaridades Masculina e Feminina!


AS DOENÇAS E AS POLARIDADES MASCULINA E FEMININA!
Por Silvio Farranha Filho – Psicanalista
Este assunto é extremamente extenso. Tento abordá-lo nestas poucas linhas. As lâminas são extraídas dos trabalhos “A Doença Como Caminho” de Thorwald Dethlefsen e de ”Linguagem do Corpo – vol. 1” de Cristina Cairo.
Quando digo eu, estou me separo de tudo aquilo que percebo como não-eu como tu. Ex. Eu sou honesto! Ele é desonesto! Eu reconheço o meu lado honesto, mas o meu lado desonesto, que não reconheço em mim, transfiro ao outro.
A consciência divide e classifica tudo em pares de opostos que ao ver são conflitantes e se excluem. Polos opostos estabelecem uma diferença, forçam a decidir e a fazer uma escolha. Dizemos sim a um e, ao mesmo tempo, não a outro dos elementos. Ex. guerra e paz são dois polos da mesma realidade.
Leis da Polaridade: Um polo depende do outro para existir e, se eliminar um deles, o outro desaparece. Um polo é extremamente oposto e ao mesmo tempo complementar ao outro. Quando um polo está ativo, o polo oposto está inativo. Quando um polo está tensionado ao extremo, provoca o surgimento do polo oposto.
Hemisférios cerebrais. A consciência humana tem sua expressão física no cérebro. O córtex se organiza em dois hemisférios, unidos pela “ponte” (corpus callosum). Ambas as metades do cérebro são diferentes uma da outra em suas funções, capacidades e áreas de responsabilidade.
Ao Hemisfério Esquerdo atribui-se a tarefa de subdividir analítica e racionalmente a experiência de mundo. Pensa de forma digital, define o quê, é responsável por lógica, linguagem(sintaxe, gramatica), hemisfério verbal, leitura, escrita, cálculos, contagem, pensamento linear, dependência do tempo, análise, foco, masculino, inteligência, consciente, esquerdo, atividade, ácido, yin, lado direito do corpo, etc.
Ao Hemisfério Direito atribui-se a tarefa em ter todas as funções polarizadas instantaneamente e por inteiro, todos os inter-relacionamentos complexos,                                                           todos os padrões e estruturas. Pensa de forma analógica, define o para quê, é responsável por  música, olfato, visão abrangente do mundo, pensamento analógico, atemporalidade, holismo, feminino, inconsciente, direito, passividade, alcalino, global, yang, lado esquerdo do corpo, etc.
O comportamento e a maneira de pensar derivam destes dois hemisférios. A parte mais desenvolvida provoca deficiências na outra. A dificuldade em comunicar-se, conflitos internos sem explicações, medos desordenados e uma série problemas emocionais podem levar a pessoa a “gerar” doenças, daí a importância de se harmonizar os hemisférios cerebrais.
Para equilibrar os dois hemisférios, é necessário praticar o lado que estiver menos em evidência. Ex. se estiver muito exposto à atividade deve-se migrar para a passividade.
Assim, as doenças ou acidentes se organizam: (Nesta análise considero apenas os hemisférios cerebrais).
No lado direito do corpo, yin, regido pelo hemisfério esquerdo do cérebro que está em desequilíbrio. Energia mental, crenças, intelecto.
Na mulher cuja essência é yin e no homem cuja essência é yang. Significa conflitos com homens que exerça poderes sobre suas emoções ou com o seu lado mental, auto cobrança excessiva, inflexibilidade consigo mesmo(a), culpa consciente ou inconsciente
No lado esquerdo do corpo, yang, regido pelo hemisfério direito do cérebro que está em desequilíbrio. Emoções negativas, emocional, sentimentos conflitantes.
Na mulher cuja essência é yin e no homem cuja essência é yang. Significa conflitos com mulheres que exerça poderes sobre suas emoções. Sentimentos e emoções negativas, mágoas, ressentimento, ódio, ciúmes, sentimento secreto de vingança.
Exemplo: somatizações na boca, cujo órgão é de polaridade feminina, (deixar entrar) mostra conflitos em que a pessoa não está aceitando ou não permitindo a entrada de algo em sua vida.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Somatização!


SOMATIZAÇÃO!
Por Silvio Farranha Filho – Psicanalista

Você acredita que as emoções criam enfermidades e acidentes?
Numa partida de futebol, o defensor dá um pontapé no atacante que lhe quebra a perna. Você acredita que o ferimento no jogador foi provocado pelo seu próprio emocional? Você acredita que a agressão feita pelo outro jogador foi também provocada pelo emocional dele? Você também acredita que o emocional dos dois jogadores estão ligados pelo mesmo motivo?

A resposta é “Sim!” para todas as questões.

O que é somatização?

Somatização é o processo das emoções se transformarem em sintomas físicos, em enfermidades ou acidentes. Quem explora esta ciência é a Psicossomática. Cada órgão do corpo humano processa determinadas emoções. Exemplo: as mãos. As mãos estão ligadas a tudo o que fazemos, trabalhos, atividades, tarefas, profissões. Quando estamos em conflito com o que estamos fazendo teremos enfermidades ou acidentes nas mãos. Neste caso o conflito pode estar sendo provocado por estarmos fazendo algo que não queremos ou que não acreditamos e evitamos entrar em contato com a verdade dos nossos desejos e anseios.

O sintoma físico é o toque que o nosso inconsciente nos dá para nos avisar que o nosso emocional está em rota de colisão com a enfermidade e a morte.

Thorwald Dethlefsen  em seu trabalho “A Doença Como Caminho” aponta o processo (toque do inconciente) numa escala crescente de sete niveis: 1-Expressão psíquicas (idéias, desejos, fantasias); 2-Distúrbios funcionais; 3-Distúrbios físicos agudos (inflamações, ferimentos, pequenos acidentes); 4-Distúrbios crônicos; 5-Processos incuráveis, modificação de órgãos, câncer; 6-Morte (por doença ou acidente); 7-Deformações congênitas e perturbações de nascença (karma).

O que provoca as emoções negativas são justamente as crenças e convicções pessoais. É sobre elas que devemos dar mais atenção. Diante de um sintoma, devemos nos valer da medicina tradicional, mas principalmente de uma investigação de nossos profundos anseios através da medicina psicossomática.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Ter o Que Deseja Te Faz Feliz?

asomadetodososafetos.com


TER O QUE DESEJA, TE FAZ FELIZ?
Por Silvio Farranha Filho – psicanalista

Reflita: Você é quem deseja ser?  Você tem o que deseja? Você faz o que gosta?
Se você é quem deseja ser ou tem o que deseja ou faz o que gosta, você de fato é ou está feliz de verdade?
Desejamos muitas coisas na vida! Desejamos coisas que não podemos ser, ter ou fazer, queremos coisas que não temos a menor noção do que sejam, almejamos coisas que quando alcançamos descobrimos que não queríamos aquilo, queremos coisas que quando temos não sabemos o que fazer com elas, desejamos coisas que não são importantes para nós.
O Universo cria caminhos para fazer chegar às nossas mãos os resultados dos nossos desejos. Qual o nosso retorno ao Universo pelo que conquistamos? Ter o que desejamos é sinônimo de felicidade? O que fazemos com o que conquistamos e por tabela com o que entendemos por sucessos amargos?
Nossos desejos não vividos ou realizados têm sido a maior causa dos nossos sofrimentos. Que dizer quando alcançamos algo desejado e nos lançamos imediatamente à conquista de outra coisa?
Uma pessoa desejava mudar de cidade porque achava que onde morava não era feliz. Mudou-se. Tempo depois alegava não estar feliz na nova cidade. Voltou à cidade natal e ainda continua se sentindo infeliz! Em cidades litorâneas é comum encontrarmos imóveis abandonados quando cada um foi o sonho de felicidade de seu proprietário. Por que isto acontece?
Que desejo na esfera do ser, ter e fazer, ao ser alcançado nos farão felizes de verdade ou gratificará as nossas almas?
É de fundamental importância investigar a relação desejo x felicidade ao estabelecer algo que decidimos ter e se a sua conquista realmente nos tornará felizes.

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